19 de outubro de 2017

SONHOS DE MENINA

O meu sonho é saber tocar piano e tornar-me uma cantora como a Alicia Keys.

Mas em vez disso, parece que só tenho talento para perder determinadas coisas quando preciso delas!

17 de outubro de 2017

EU DEVIA PENSAR EM CRIAR UM MARCADOR SÓ PARA ESTES EPISÓDIOS

Avó - Hoje, uma senhora do centro de dia foi para o hospital.

Eu - Porquê? Sentiu-se mal?

Avó - Caiu para trás, mas não percebi se tropeçou ou se lhe deu alguma coisa.

Mãe - Mas era nova?

Avó - Sim, sim... Acho que tinha a minha idade. [Note-se que a minha avó tem 84 anos!]

13 de outubro de 2017

VIVER

O meu avô tem oitenta e dois anos, acha-se jovem e está convicto de que vai chegar aos cem anos.


Mas o que é que ele fará aos noventa e nove anos que ainda não tenha feito?

9 de outubro de 2017

É OFICIAL - OS MEUS AVÓS TÊM TODOS PROBLEMAS COM A IDADE E O ENVELHECIMENTO

Pai - Sabem, morreu um homem nas vindimas. Parece que caiu de um trator.

Eu - A sério? E que idade tinha?

Pai - Acho que tinha oitenta e um anos.

Avô - Ó diabo, ainda era um moço novo!

1 de outubro de 2017

A MINHA AVÓ E A SUA DETERMINAÇÃO EM REJUVENESCER

Não sei se estão recordados daquela vez em que dei um creme hidratante à minha avó, que o gastou completamente em duas semanas, e depois disse-me que era um creme fraco porque ela continuava com rugas (Este Post). Desta vez, o episódio foi muito mais cómico.

A minha mãe estava a limpar o quarto da minha avó e encontrou um boião e perguntou à minha avó onde é que ela o arranjou.

Avó - Fui buscar à tua casa de banho.

Mãe - À minha casa de banho? Mas eu não tenho nada disto.

Avó - Então é da Lady. Eu precisava de um creme melhor e esse pareceu-me jeitoso.

Mãe - Ó mãe, tu sabes o que é isto? Isto é um óleo que as miúdas põem no cabelo!

Avó - Isso não interessa. É muito bom e eu uso para a cara.

29 de setembro de 2017

SABEM..

Tenho-me sentido uma merda nos últimos dias. Estive enfiada num poço de negativismo durante dias (e nada associado ao post sentimental do outro dia), tu me corria mal, eu não estava feliz, não tinha vontade de estar feliz. Acordei todos os dias zangada e revoltada com o mundo. Zanguei-me com toda a gente desta casa.

Para além disso estive doente a semana toda. A espirrar e a assoar o nariz a cada cinco minutos (vezes intercaladas). A dormir mal por causa de mal conseguir respirar. A acordar a meio da noite com frio, e depois com calor, e depois com frio outra vez! A repetir o ritual de veste casaco-tira casaco incontáveis vezes por dia.

Tenho andado irritada com tudo e todos!

Estive 1h a escrever um post sobre isso. Fui jantar. Continuei a pensar nesse post enquanto jantava. Voltei ao computador para o editar.

E sabem que mais?

Este mês troquei de pílula para uma mais forte e comecei uma medicação à base de hormonas por causa dos meus problemas de acne. Estive a pesquisar sobre isso (lembrei-me de o fazer enquanto continuava a descarregar as minhas energias negativas no teclado), e provavelmente estas alterações de humor poderão estar associadas à medicação. Embora não somente. Eu continuo a sentir-me like shit (e continuo doente), a minha vida continua uma treta, os meus problemas continuam a existir e a incomodar-me, mas agora sei que não sou uma aberração de negativismo apenas por minha opção (ou pelo menos é nisso que quero acreditar).

Eu cheguei a questionar-me várias vezes sobre o tipo de pessoa em que me estava a tornar.

26 de setembro de 2017

THIS IS US... OR IS THIS JUST ME?

Eu não sou de acompanhar as séries quando toda a gente fala delas. Eu vi Game of Thrones pouco depois da primeira temporada ter estreado e quando a segunda começou eu não achei que fosse assim tão interessante para continuar a acompanhá-la; vi Sexo e a Cidade e House, que foram as séries com mais temporadas que vi e gostei- e repeti! - mas só as vi anos depois de já estarem finalizadas; Vi Gossip Girl e Pretty Little Liars que eram bastante faladas quando estava no secundário, mas eram tão dramáticas e tão irreais que não vi as temporadas todas; Vi dois episódios de Girls, que causou grande sensação na blogosfera quando estreou, mas também deixou a desejar; vi, este ano, 13 reasons why - isso sim, é que foi entusiasmo em todas as redes sociais! Eu já sabia tudo da vida da Hanna Baker sem mesmo saber quem era! E vi essa série, claro. Tanto entusiasmo deixou-me com a pulga atrás da orelha. E também fui uma das que viu a série de uma assentada! Mas também achei muito exagerada (tendo em conta o meio onde cresci e ainda vivo).

E no meio disso tudo, também vejo outras séries pelas quais sou obcecada e que não interessam a ninguém. E era nos intervalos de uma delas que eu via consecutivamente a publicidade de This is us. Sempre. Dez vezes ao dia. E via publicidade no Instagram, publicidade no Facebook. Comentários no Twitter. A série ainda não tinha estreado em Portugal e eu já tinha agendado no calendário o dia em que começaria para a gravar.


E ainda bem que vi essa publicidade. Ainda bem que fiquei curiosa. E ainda bem que não me esqueci de gravar os episódios. A questão é que só agora é que comecei a ver (porque está a quase a chegar a segunda temporada e assim não terei que ficar muito tempo na expectativa).


Oh. My. God.


Não há palavras suficientes para descrever uma série assim. Nunca vi nada tão intenso, tão real, tão bem feito. Eu tenho visto quatro episódios seguidos, por dia (sim, eu tenho muito tempo livre) e não há um episódio em que não me venham as lágrimas aos olhos. Óbvio que isso também se deve ao facto de eu ser bastante sensível em relação às emoções de outros, mas garanto-vos que esta série é qualquer coisa de fenomenal.

8 de setembro de 2017

REFLEXÕES

A lembrança que tenho daquele dia, até ter terminado da forma que terminou, era a do dia mais feliz dos últimos tempos.

Sentia-me mais feliz do que nunca, mais bonita do que nunca. Estava confiante e entusiasmada. Aquele dia poderia ter dado uma reviravolta tão positiva à minha vida...

E agora, basta que sinta um segundo de felicidade, um pingo de vaidade, que me vejo de volta àquele momento.

Questiono-me vezes e vezes sobre o sentido da vida, sobre as voltas que a vida dá, sobre os obstáculos que aparecem quando menos esperamos.

Eu sempre fui vaidosa, mas não ao ponto daquele dia. Eu senti-a mesmo bonita, estava satisfeita, interior e exteriormente, comigo. Estava confiante.

Conhecem aquela expressão "believe in yourself"? Eu nunca fui assim! Eu rodeio-me de amigas que são o oposto do que eu sinto que sou e isso sempre me fez sentir inferior a elas. Como se eu não fosse suficientemente boa. E isto não tem a ver com elas, as minhas amigas são boas pessoas e boas amigas. Tem a ver comigo e com as inseguranças que sempre senti.

Eu sou uma Lady mas isso não passa de uma máscara. Eu sou gorda, desastrada e desleixada. Não sou inteligente nem intelectual. Tenho um humor instável e sou sensível em relação a críticas. E sempre estive ciente disso. E à minha maneira, sempre tentei dar a volta por cima. Aparentemente.

Usava a minha roupa sem graça do costume mas colocava uns brincos vistosos para me sentir melhor. O meu cabelo estava uma bagunça mas um batom colorido remediava o problema. Mas lá no fundo, sem o batom e os brincos eu era só esta pessoa que continuava a sentir-se menos do que os outros.

Eu era uma pessoa engraçada, com muita piada, e as pessoas à minha volta gostavam disso. Não será essa  mais uma forma de me chegar às pessoas, de fazer com que gostem de mim e me valorizem? E ultimamente não tenho estado para aí virada, então, o que mais fará com que as pessoas se interessem por mim?

(Vejam, eu nunca vi isto como um issue porque eu via-me como a artista - don't ask - e todos os artistas têm necessidade dos seus minutos de atenção.)

E voltando àquele dia, eu estava verdadeiramente feliz, ao contrário de qualquer momento anterior. E o facto daquele dia ter terminado daquela forma fez com que eu voltasse um passo atrás.

Agora, sempre que me visto melhor penso naquele dia, sempre que me maquilho questiono-me sobre a necessidade de tal. Para quê estar a ter tanto trabalho se do nada algo de mau poderá vir a acontecer.

E eu sei que este é um raciocínio derrotista, mas este é um problema que eu tenho e que ainda não o consegui ultrapassar. É difícil.

Lamento que este post seja muito confuso e deprimente, mas como disse, são problemas por resolver e que neste momento precisava de os partilhar. Como eu não sou pessoa de desabafar tão profundamente com alguém, esta era a única forma de aclarar a mente.

7 de setembro de 2017

INTROSPEÇÃO

Esta semana descobri algo bastante profundo e importante sobre mim, sobre as minhas inseguranças e de que forma é que elas se refletem no meu comportamento.

O problema é que agora que volto a pensar no assunto, já não me lembro qual é que tinha sido a descoberta.

3 de setembro de 2017

SAPATOS BONS PARA OS MEUS PÉS

Hoje, o meu pai e a minha mãe saíram para tomar café e voltaram duas horas depois. Com uma caixa de sapatos (finalmente!).

M - Ui, o pai comprou uns sapatos Geox?

Mãe - E vai já dizer que só os comprou por minha causa.

Eu - E foi mesmo. O pai não liga a marcas e aparece com uns Geox? Claro que isto tem um dedo teu.

Mãe - Eu só disse que Geox é bom para o pé dele!

M - Bom para o pé dele?!

Eu - E Gucci também é bom para o meu! Quando é que mos vais comprar?