8 de agosto de 2017

DA SÉRIE "QUEM TEM UMA AMIGA (QUASE) MÉDICA TEM TUDO"

Sempre que me surge uma dúvida relacionada com problemas de saúde, recorro à A. para que me esclareça.

Desta vez, a grande questão era se haveria alguém que lavasse o cabelo dos utentes que estão em coma durante um período de tempo longo.


Sempre questões pertinentes, como podem ver.

29 de julho de 2017

ENFIM

Ontem comecei a ver um filme em que um rapaz de 22 anos começa a trabalhar como advogado (ou quase, não percebi bem) numa firma de advogados.

Eu também tenho 22 e detestei este filme por me ter feito sentir tão inútil!

Para os interessados, o filme chama-se About Time.

MACONHA COM LEITE

Eu - Não sei o que é que se passa comigo. Estou enjoada e nem me apetece jantar.

M - Não é por causa da maconha?

Eu - Maconha?

M - Sim, aquela maconha que compraste!

Eu - Que maconha é que eu comprei?

M - Aquilo verde que tu misturas com leite.




Era matcha...



28 de julho de 2017

MATCHA

Esta semana armei-me em Lady-pseudo-saudável e comprei o famoso chá de matcha para beber ao pequeno almoço em vez de café. Tinha lido algures na internet que era mais forte do que o café e o chá verde, acelerava muito mais o organismo e era mais saudável, por isso pareceu-me um bom investimento.

No entanto, a bebida não poderia ter um sabor pior - se conhecem o meu drama com chá preto então dir-vos-ei que para mim o sabor de matcha é mais desagradável - agora imaginem o mau que é! O resultado foi que passei a manhã a arrotar àquele sabor - desculpem a falta de tento, mas eu sou uma Lady e uma Lady não arrota - fiquei com uma sede interminável ao ponto de beber praticamente um litro e meio de água só numa manhã e uma constante de corridas à casa-de-banho para me aliviar.

Organismo acelerado? Não reparei. Mais saudável? Sem dúvida, tendo em conta a quantidade de água que bebi naquele dia. Repetirei a experiência? Ha ha!

Não.

27 de julho de 2017

PROCURA-SE CREME MILAGROSO

Ambas as minhas avós nasceram e cresceram no campo, levaram uma vida despojada de luxos e trabalharam até não poderem mais.

Uma das minhas avós vive comigo há cerca de quinze anos, tem quase oitenta e três anos e só nos últimos quatro aos é que começou a ficar vaidosa.

Começou a pintar as unhas (também por influência dos serviços prestados no centro dia em que está), começou a comprar cremes para o corpo e há pouco tempo pediu à minha mãe que lhe comprasse um creme de rosto.

Como eu sou uma beauty junkie e ultimamente até tenho comprado muitos cremes para testar - ando há procura do creme hidratante perfeito para o meu tipo de pele - tinha um de uma marca boa mas ao qual não me adaptei e dei-lhe para ela usar.

Ao fim de poucos dias (poucos, mesmo) disse que precisava de outro creme porque o que lhe dei já tinha acabado e que queria um diferente e melhor porque esse não tinha feito diferença nenhuma às rugas.

A minha avó, de oitenta e três anos, com a cara coberta de rugas, que nunca usou um creme de rosto na vida, estava à espera de obter um milagre ao fim de um frasco de creme hidratante.

10 de julho de 2017

...

Temos que ser fortes, temos que ultrapassar os obstáculos.

As pessoas tendem a repetir este ensinamento, a segui-lo como uma lei e a passá-lo a outros. Mas, e se por vezes estes obstáculos deixarem traumas para trás? Não poderemos nós evitar pensar no assunto, fugir à realidade, nem que por apenas um bocado? Seremos covardes por tentar evitar uma situação quando a ferida ainda está aberta?

Porque exigir que uma pessoa seja forte é muito fácil para quem o é, mas cada pessoa é uma pessoa é cada uma lida com os problemas da melhor maneira que pode, ao seu ritmo.

Parece-me um bocado ingrato esperar que alguém siga em frente apenas porque aparentemente está bem. Porque no fundo, e todos nós sabemos isto, está aquilo que ninguém vê.

27 de junho de 2017

Porque é que as melhores músicas só passam na rádio de manhã ou à noite?

Já é a segunda vez que vou para Braga e regresso a casa sem que passe uma música boa!

26 de junho de 2017

O QUANTO ISTO ME ABORRECE

[Estavamos sentadas no sofá, e a minha irmã estava com o comando da televisão na mão.]


Eu - O que é que vais ver?

M - Vou continuar a ver o filme que estava a ver com a mãe, estou só à espera dela.

Eu - Então, enquanto ela não vem, podias por do início para eu perceber a história.

M - Agora não.

Eu - Porquê? A mãe está a dar banho à avó, ainda vai demorar uns dez minutos.

M - Mas eu já vi o início e não quero ver agora.

Eu - Mas podias por só enquanto a mãe não vem...

M - Lady, não!

Eu - Ok...


[no final do filme]


M - Sabes, amanhã vou ter de ver o filme outra vez. Adormeci a meio e depois não percebi nada.

31 de maio de 2017

PAUSA

Quando reativei o blogue decidi que não ia escrever mais post de desabafos porque, na altura, descobri que muitos amigos meus liam o blogue (eu achava que eram só três ou quatro amigas que o liam). Quando eu escrevia posts muito pessoais sentia-me bem em fazê-lo porque sentia que ninguém os lia, mas depois isso mudou e eu tive de mudar também.

Contudo, hoje estou num daqueles dias em que tenho uma nuvem pesada na cabeça e preciso de a fazer desaparecer. Esta é a minha forma de o fazer.

Esta semana faço anos.

Estive uns minutos a pensar no que escrever a seguir porque esse facto é a razão do meu desassossego. Normalmente, quando penso nos meus anos, penso em como quero festejar. Onde, o que comer, quem convidar… Desta vez foi diferente. Primeiro, tentei não pensar muito nisso, mas depois, quando a data me vinha à ideia, só pensava que não queria festejar nada. Só para não deixar a data completamente em branco, um jantar simples com os meus pais e os meus avós chegaria. Nada de grande euforia, nada de prendas, nada de vestido – eu gosto de vestir um vestido no meu dia de anos, é a minha forma de me sentir especial.

Na semana passada parei novamente para pensar nesta “não comemoração” do meu aniversário. Eu poderia não querer fazer nada por não estar animada, mas será que não fazer nada não me iria deixar mais desanimada? O que eu quero dizer é que não fazer nada de especial nos meus anos me iria deixar triste. Então, de forma impulsiva, peguei no telemóvel e mandei mensagem aos meus amigos mais próximos se queriam ir jantar fora no dia. Não lhes disse que eram os meus anos porque o importante seria estar com eles.

Apesar disso, continuei a pensar no assunto sem grande entusiasmo. Se calhar era por ter aulas nesse dia e não poder festejar há grande… Se calhar era por estar ocupada nesse fim-de-semana… Se calhar era por não festejar com todos os meus amigos…

Mas hoje, depois de ter discutido com o meu pai (coisa ligeira) e de ele ter feito um comentário que me caiu mal, uma ideia levou a outra e percebi finalmente a razão de toda esta melancolia. Os aniversários são para festejarmos anos de vida e este foi, até agora, o meu pior ano de sempre. É normal que eu não queira festejar, eu sinto como se não tivesse feito nada de especial neste último ano. Eu acordava todos os dias – óbvio – tomava o pequeno almoço, arrumava a casa, adiantava ou acabava o almoço, almoçava, arrumava a cozinha, não fazia nada de tarde, jantava, arrumava a cozinha e ia dormir. É lamentável, eu sei. E sinto. E sinto-o tanto que a forma que tenho de negar que o tempo está a passar é não festejando os meus anos. Continuar com 21, continuar jovem e fresca para enfrentar o futuro. Adiar o futuro. Adiar o desconhecido que tanto medo me mete.


Fazer pausa, por favor, até a vida melhorar.

25 de maio de 2017

A MINHA MÃE NÃO CONHECE O CONCEITO DE PLÁGIO

Mãe - Então, como é que vão os teus trabalhos?

Eu - Tenho um que ainda está atrasado, mas vou copiar partes de outro trabalho e deverei terminá-lo mais depressa.

Mãe - Ah, está bem. Vais copiar do trabalho de outra pessoa?

Eu - MÃE!! Achas mesmo? Isto é mestrado, não é o ciclo! Vou copiar de outro trabalho meu sobre este tema!

Mãe - Só perguntei...