18 de fevereiro de 2018

AVISO

Se amanhã me virem na rua com a cara inchada e os olhos vermelhos, não estranhem. Acabei de ver cinco episódios de This is us e chorei praticamente do início ao fim. Isto é uma coisa estranha de se dizer neste blogue, visto que a minha cara mantém-se no anonimato, mas perceberam, não?

Haverá alguém que consiga ver o episódio da morte do Jack sem sentir uma pontada no peito? E manter-se emocionalmente controlado no episódio do funeral. You tell me! Eu vi do episódio 11 ao 15 e tive de parar a meio do último porque não aguentava mais emoções, tinha os olhos a arder e o cobertor estava todo molhado.

CHOCOLATE

Hoje fui a uma feira de velharias e encontrei um DVD do filme Chocolate à venda - meu querido Johnny Depp, como eu costumava escrever quando me referia a ele, embora agora não me seja tão querido, mas aquele filme traz-me muito boas memórias.

Acho que à exceção da saga dos Piratas, este é o meu filme preferido com ele - porque acho que os últimos são cada vez piores, porque começo a duvidar da qualidade dele como ator, e porque é o filme em que ele está mais giro, claro.

É o meu filme preferido e eu tinha o DVD! Eu não tinha muitos DVDs, mas tinha um do meu filme preferido do Johnny Depp! E era tão importante para mim que o quis partilhar com uma amiga.... que nunca mais mo devolveu!

E ver ali outro deu-me uma imensa vontade de o comprar, de ir para casa, sentar-me no sofá com um pacote de bolachas e ver novamente o filme. Mas, quis o destino que assim fosse, tanto eu como o meu pai estavamos sem carteira e, como costumo dizer à minha irmã, no money, no party.

14 de fevereiro de 2018

OS VENTOS ESTÃO A MUDAR

No dia da passagem de ano tive uma grande discussão com o meu pai. Discussão essa que me permitiu fechar uma ferida que continuava por sarar, creio que ainda continua, apesar de ser mais ligeira, me fez abrir os olhos e ver a vida de uma outra perspetiva, e me fez prometer mudar de atitude.

E hoje tive o primeiro vislumbre de que realmente estava a mudar: levantei-me de madrugada para ir à casa-de-banho, às escuras para não acordar a minha irmã, e ao voltar para a cama bati com o pé na esquina da cama da minha irmã. Com força. O suficiente para me fazer chorar. Para me fazer berrar todos os palavrões que conheço.

Mas em vez disso, eu respirei fundo, sentei-me na cama e pensei: pelo menos não bati com o dedo mindinho!

9 de janeiro de 2018

A RELATIVIDADE DO TEMPO

Ontem fomos levar a minha irmã a Viseu e, como a minha madrinha estava connosco e já não ia lá há mais de dez anos, aproveitamos para passear pela parte histórica da cidade.

Enquanto íamos a subir de funicular até à Sé a minha madrinha estava a contar o que viu numa reportagem sobre o Elevador do Bom Jesus e comentou sobre o funicular de Viana do Castelo ser uma cópia do de Braga.

M - O de Braga foi o primeiro, mas o de Viana também é muito antigo.

Eu - Muito antigo?! Não, não é.

M - É, é muito antigo. Não te sei dizer a data em que foi construído, mas sei que é muito antigo.

Eu - Olha, eu não vou teimar contigo porque não sei ao certo a data de construção, mas tenho a certeza de que não é antigo. E quando chegar a casa vou procurar isso nos meus apontamentos para te provar que eu é que estou certa.

Eu não sei nada sobre o elevador do Bom Jesus, já ouvi pessoas a falarem nele, mas só fui ao Bom Jesus uma vez, no verão passado, e nem sequer me apercebi dele. Quanto ao de Viana, eu tinha a certeza que de não era assim tão antigo porque no ano passado fiz um trabalho sobre o desenvolvimento urbanístico de Viana do Castelo e lembro-me de ter falado sobe o funicular na última parte do trabalho.

Entretanto esqueci-me de verificar as datas para comprovar que estava certa e só hoje, passada uma semana, é que me voltei a lembrar da discussão. Fui pesquisar... e estava certa! O funicular foi construído em 1923 - ou seja, ainda nem cem anos tem!!

Telefonei à minha madrinha para lhe dizer que eu tinha razão:

M - 1923? Vês! Eu não te disse que era antigo?

3 de janeiro de 2018

A RELATIVIDADE DO TEMPO

Ontem, enquanto almoçavamos, a minha prima perguntou-se o tema da minha tese e como eu sabia que ela não tinha conhecimento daquela área, expliquei-lhe tudo ao pormenor. Para surpresa minha, o meu primo mais novo sabia o que era o que eu estava a estudar porque tinham falado disso nas aulas de geografia - eu não era muito atenta nas minhas aulas de geografia - em nenhuma aula aula de nenhuma disciplina, aliás - mas tenho a certeza de que não falei sobre esse tema no ensino básico.
A minha prima espantou-se pela singularidade do que eu estava a estudar e começou a fazer várias perguntas.

S - Mas isso já existe há muito tempo?

J - Sim.

Eu - Nem por isso.

J - Nem por isso? Então não existe? Existe pois!

Eu - Não... não é assim há tanto tempo.

J - A minha professora disse que tinha mais de cem anos.

Eu - Oh... Cem anos não é nada.

S - Cem anos é muito tempo.

Eu - Cem anos não é nada para uma pessoa que estou a pré-história, o antigo Egipto, a civilização romana...

S - Sim, realmente tens razão... Até a avó tem quase cem anos.

30 de novembro de 2017

AGORA PREVÊ O FUTURO

As desculpas da minha avó para não ir à fisioterapia são várias, todas as semanas tem uma nova, mas a de hoje também é muito boa.

Avó - É hoje que eu vou para a casa do J. [meu tio]?

Mãe - É. Amanhã saímos muito cedo e então é melhor ires hoje à noite.

Avó - Então não vou à fisioterapia.

Mãe - Já estás a falar na fisioterapia? Hoje é quinta, amanhã é sexta e  só no sábado é que vais à fisioterapia. E não preocupes que o L. vai buscar-te à casa do J. para ires à fisioterapia.

Avó - Ele escusa de me ir buscar que eu não vou.

Mãe - Porque é que não vais?

Avó - Porque vou estar doente.

27 de novembro de 2017

PRIORIDADES

A mãe entra na sala, enquanto eu estava no computador.

Mãe - O que é que estás a fazer?

Eu - A tratar do meu futuro.

Mãe - Estás a trabalhar na tese?

Eu - Não.

Mãe - Estás à procura de emprego?

Eu - Não.

Mãe - Então o que é que estás a fazer.

Eu - Estou a ver tratamentos para o couro cabeludo.

9 de novembro de 2017

MÁ VIZINHANÇA

Detesto hipocrisia, detesto pessoas hipócritas e detesto ter de ser hipócrita. E detesto uma vizinha em particular.
Essa minha vizinha é a pessoa mais hipócrita que conheço. Fala mal de tudo e de todos pelas costas, tudo está mal e só os dela é que estão bem. Mas tenho de lhe dar algum crédito porque de mim ela fala mal mesmo à minha frente. Mas lá se esquece do que diz - ela nem deve reparar, de tão habituada que está - e logo é toda sorrisinhos e volta a tratar-me como se fossemos as melhores vizinhas de sempre.

Eu sou muito sincera, não gosto dela, evito-a, faço cara feia quando a vejo, demonstro o meu desprazer quando ela vem falar comigo, mas dou um "bom dia" seco quando passo por ela para ela não ir a correr perguntar à minha mãe o que é que se passa comigo.

Mas a razão de estar a falar dessa minha vizinha é porque ela veio pedir-me um favor. - haha! Gosta tanto de mim quanto eu gosto dela e vem pedir-me favores - esqueceu-se da chave de casa e pediu-me que subisse ao muro da casa dela e lhe abrisse o portão de entrada por dentro. A mim! A mim que tenho medo de subir a uma cadeira! Bem, o problema não é subir a cadeira, é descê-la, mas mesmo assim... E eu fiz cara feia, claro, mas não podia recusar porque depois teria logo a minha mãe a puxar-me as orelhas por essa falta de educação desnecessária. 

ISTO VAI MAL

A minha madrinha voltou ontem para a Suíça e na terça-feira deu-me os chocolates que trouxe.

Ainda só passaram dois dias e já os comi todos.

E comi também a aletria que ela fez e metade do bolo-rei que comprou.



# Até ao Natal Fico Boazona

29 de outubro de 2017

DUAS COISAS CUJA EXISTÊNCIA NUNCA PERCEBI

O Halloween e o dia dos namorados.