16 de novembro de 2016

SITUAÇÕES DA VIDA

Ontem, enquanto caminhavamos (esta é a minha forma de combater o colesterol elevado e prevenir-me de doenças cardiovasculares), o meu pai veio com uma conversa muito estranha.

"Então ter um filho homossexual é o mesmo que ter um filho drogado?"

Whaaaat?! Assim que ele disse isto fiquei cega! Okay, em determinados aspetos o meu pai consegue ser muito retrógrado e conservador, mas daí a dizer isto...

"É isso o que tu achas?"

"Não, eu não acho nada disso."

Fiquei mais tranquila. Afinal a mentalidade dele não é tão antiquada quanto pensei. Mas a explicação dele para este início de conversa foi um bocado confusa. Aparentemente, ouviu alguém a falar sobre isso e disseram que tinha sido uma mulher a fazer esta comparação. O que eu concluí foi que ele ouviu alguém a dizer isto no café e quis abordar o assunto connosco (comigo e com a minha irmã).

Hoje descobri que o tal assunto de conversa que ele ouviu tinha sido notícia no jornal. Okay, então ele não me estava a dar tanga quando disse que foi só uma conversa que ouviu.

Alguém que diga à tal senhora que, entre muitos outros casos possíveis, é sempre pior querer ter um filho e não poder.

1 de novembro de 2016

ISTO TEM ACONTECIDO MUITO, ULTIMAMENTE

Detesto quando me dizem "cansas-te sem fazer nada".

Experimentem passar dias e dias sem nada útil para fazer e digam-me se não se cansam também.

28 de outubro de 2016

E POR FALAR EM RECICLAGEM...

Primeiro, Monstros na Universidade, depois, À procura de Dory. Em 2018 sai The Incredibles 2 e em 2019 Toy Story 4.

O que têm a dizer sobre isto?

ANDAM A RECICLAR SÉRIES?

Eu pergunto isto porque na semana passada a minha irmã enviou-me uma notícia sobre uma nova temporada de Inspetor Max. WTF?! Mas vai ser o inspetor Jorge Mendes a correr atrás dos bandidos de bengala? Não, ao que parece vão entrar personagens novas, obviamente, novos inspetores, advogados, blá blá blá, e o "Jorge" já vai estar novamente casado e a continuar como inspetor. Mas... e o Max? Mantém-se ao fim destes anos todos? Estou curiosa para ver e fico feliz por não ser como o filme da Bridget Jones, em continuamos com a história dela com o Marc Darcy. C'mon, ainda há alguém com paciência para isso?

Mas achava eu que ficávamos por aqui, quando hoje a minha irmã me manda outra notícia. Eu não sei se se lembram ou se chegaram a ver uma série do Disney Chanel, That’s so Raven – até porque eu tenho consciência que nem toda a gente era tão apegada à televisão como eu. Era uma das minhas séries favoritas de sempre, nem a Hanna Montana a superou! Isto pode soar uma conversa demasiado imatura, mas sejamos francos, o Disney Chanel nunca mais teve nenhuma séries espetacular desde a Hanna MontanaThe sweet life of Zack and Cody foi antes de Hanna Montana, por isso não conta, okay?


E não dispersando do assunto principal, que eu sou perita nisso, a minha irmã enviou-me uma notícia sobre a realização de um spin-off de Raven. Inicialmente, a minha reação foi “Hell yeah!”, mas depois comecei a questionar o mesmo que tinha pensado antes sobre Inspetor Max: ela vai passar de aluna de secundário a aluna universitária? Ela vai estar a fazer estágio com num atelier de costura? Como é que vão dar a volta ao facto de a atriz já ter mais de trinta anos? Mas depois percebi o que realmente se vai passar, a “Raven” não vai ser a personagem principal, a série não vai seguir a mesma história, a única coisa que se mantém é a personagem da série antiga, mas como mãe solteira e personagem secundária, e então, sim, acho que poderá ter sucesso.

UPDATE

O facto de os últimos posts deste blogue serem só partes de conversas deve-se ao facto de a minha vida se ter transformado numa monotonia constante - nem vou entrar em detalhes para não adormecerem.

Prometo que se algum dia isto melhorar, darei notícias. Entretanto...

UPDATE


Para os interessados, este blogue não ganhou o concurso dos blogues do ano.


Também não estava inscrito, mas isso não interessa nada.

ESTE BLOGUE NÃO É UMA BOA INFLUÊNCIA

Eu - Contei aos meus pais dos nossos planos de experimentar drogas quando nos reformarmos.

A - Faz todo o sentido experimentarmos quando formos mais velhas. Se ficarmos viciadas não teremos nada a perder. Afinal, quanto tempo mais é que iremos viver?

Eu - O meu pai ficou a achar que eu tinha perdido o juízo e a minha mãe perguntou-me que drogas é que queríamos experimentar.

A - Eu quero extasy e os cogumelos.

Eu - Eu não quero extasy, isso dá muita energia.

A - Por isso mesmo! Nós vamos ser velhas, vamos precisar de energia!

Eu - Tens razão, extasy então!

20 de outubro de 2016

OLÁ, EU SOU A LADY E ACHO QUE NUNCA ME RI TANTO

A A estava com pressa porque só tinha meia hora para almoçar e ainda precisava de imprimir um documento. Como iamos almoçar juntas, fui com ela ao bloco ao lado, onde há a impressora para imprimirmos o documento. Contextualizando, nós vivemos num complexo de vários edifícios e para entrar em qualquer um temos um cartão interativo. Mas tivemos o problema de que ao passar os nossos cartões a porta não abria. Tentamos várias vezes, fizemos força na porta e mesmo assim não abria.

Quanto mais tempo perdiamos, mais a A bufava, e decidimos ir pedir ao porteiro para que nos abrisse a porta.

Porteiro - Ela abre mal, mas vá lá e faça força que ela abre.

Eu - Mas já fizemos força e não abriu.

Porteiro - Só se ela avariou de vez... Mas vão lá e tentem novamente. Às vezes é preciso passar o cartão duas ou três vezes até abrir.

A - Mas não pode o senhor ir lá abri-la? É que estou com pressa e não estamos a conseguir abrir-la.

Porteiro - Faça como disse, faça força que ela abre.

A A estava cada vez mais irritada, notava-se na forma como andava, e indignada com o porteiro. Tentamos novamente abrir a porta e ao fim de duas tentativas ela abriu. A impressora estava avariada...

Ao almoço, a A ainda remoia a situação com o porteiro.

A - Mas tu viste a lata dele? É que nem se deu ao trabalho de nos ir ajudar! "Faça força que ela abre"... Íamos estar à espera que ela abrisse sozinha? Ele que vá lá ao Hospital com uma obstipação que eu digo-lhe: faça força que isso sai.

DEPOIS DA MEIA NOITE AS CONVERSAS SÃO OUTRAS

Eu - Sabes o ue vou fazer amanhã? Vou à biblioteca procurar um livro sobre o Egipto para perceber o que é que levou ao declínio no Egipto. Estive a falar com a V e disse que a cultura grega me fascinava e ela disse que prefere a egípcia porque eles eram génios.
A - Sim, eles eram mesmo génios.

Eu - Ela pergunto-me o que é que levou à extinção daquela cultura e respondi que provavelmente seria o mesmo de sempre - pestes e invasões - e depois ela pergunto-me se supostamente eles não eram grandes gladiadores, eu eu respondi que provavelmente os problemas internos fizeram com que não houvesse dinheiro para as guerras... e ela disse que eles eram ricos! Sinceramente, não sou a pessoa mais indicada para falar disso, a cadeira que tive sobreo Egipto era mais focada nos deuses e na ourivesaria.

A - Então fazes bem em pesquisar.

Eu - Sim. A V disse para procurar nos arquivos... como se houvesse alguma coisa do Egipto nos arquivos.

A - Tu não sabes, eles podem ter vindo para Portugal.

Eu - Claro... Arquivos com documentos de antes de Cristo.

A - Olha, podes fazer a tua tese sobre isso, sobre a possibilidade de haver material egípcio nos arquivos de Portugal.

Eu - Mas eu já sei que não há nada, A!

A - Há um ditado em medicina que diz "demonstrar que algo não existe também é uma demonstração"!

Eu - Sim, e eu vou provar que algo não existe a pessoas que já sabem que não existe?

A - Shiu!

18 de outubro de 2016

DEPOIS DA MEIA NOITE AS CONVERSAS SÃO OUTRAS

A - Descobri que o meu primo fuma. Fiquei chocada! Tem vinte e sete anos e só agora é que começou a fumar. Apeteceu-me dizer-lhe qual era a percentagem de pessoas que sobrevivem 5 anos a cancro do pulmão, mas depois pensei que já sou croma o suficiente calada e não disse nada. E depois as pessoas diziam-lhe que estava magro - claro, só fuma!

Eu - Já experimentei fumar para perceber o que é que as pessoas que fumam sentem, mas não percebi a mecânica disso e desisti da ideia. Simplesmente não era para mim, por isso nem me vou dar ao trabalho de repetir.

A - Acho que só sentes alguma coisa ao fim de algum tempo a fumar. Acho que inicialmente o que sentes é vómitos, tosse... O problema é a dependência que causa. E a cocaína causa dependência logo na primeira dose.

Eu - Cocaína, não. Queria experimentar alucinogénios.

A - Isso queima-te o cérebro.

Eu - Mas eu só queria experimentar uma vez para ver as sensações, entrar num universo paralelo...

A - Sim, também gostava de ver isso. Mas já viste o que é experimentares uma vez e dares cabo do teu cérebro? Arruinas a tua vida por causa de uma brincadeira.

Eu - Tens razão. É melhor estar quieta então.

A - Mas quando formos mais velhas podemos experimentar.

Eu - Sim, quando formor velhas não teremos nada a perder. Se acontecer alguma os filhos internam-nos. Temos de combinar isto!

A - Sim, fica combinado. Tu, eu, a S e a M. Afinal, não teremos nada a perder.

Eu - Mesmo assim, acho que a M não iria alinhar.

A - Não faz mal. Nós experimentamos e ela filma o resultado!